Ainda
Aqui, perdida nesse mundo de bondade e controle...
E lá, distante, a lua redonda tão sábia!
Tudo o que se move. Tão sábio!
Tudo o que existe apenas...tão pleno.
No mundo há bondade; mas com ódio espumante brincando de ciranda nas entranhas.
E o controle? A abnegação! Os seres humanos...
Tudo cerceia, até a impossibilidade de ser apenas palavras.
Aqui nesse microcosmo...
achando ser possível mudar as coisas com o simples oferecimento de um amor tão doente e falso quanto o próprio amor.
Nada! Tudo mentira!
Como pode existir tamanha prisão na total ausência de muros?
O horizonte ali para ser apanhado,
ou melhor,
O horizonte para ser solvente de todos
Para comer-nos os restos e os transformar em algo mais útil.
Secretamente, bem baixinho, na ponta dos pés
A verdade é dita de si para si.
Em frente ao espelho, que nem uma reza
Falando
Sobre si mesma
Em total solidão.
A cada palavra inteira
Que profere, raspa uma lasca de pele.
E assim fica até que dela só reste o nada
E a sujeira no chão para os
Faxineiros limparem.
Mais nada.
O homem atrás do bigode
Nasceu com os olhos voltados para dentro de si.
Perguntaram-no, então
Animados
O que o homem podia ver com tamanha dádiva.
Respondeu-lhes o homem com um sorriso:
- Nada.
Era escuro dentro do homem.
E lá, distante, a lua redonda tão sábia!
Tudo o que se move. Tão sábio!
Tudo o que existe apenas...tão pleno.
No mundo há bondade; mas com ódio espumante brincando de ciranda nas entranhas.
E o controle? A abnegação! Os seres humanos...
Tudo cerceia, até a impossibilidade de ser apenas palavras.
Aqui nesse microcosmo...
achando ser possível mudar as coisas com o simples oferecimento de um amor tão doente e falso quanto o próprio amor.
Nada! Tudo mentira!
Como pode existir tamanha prisão na total ausência de muros?
O horizonte ali para ser apanhado,
ou melhor,
O horizonte para ser solvente de todos
Para comer-nos os restos e os transformar em algo mais útil.
Secretamente, bem baixinho, na ponta dos pés
A verdade é dita de si para si.
Em frente ao espelho, que nem uma reza
Falando
Sobre si mesma
Em total solidão.
A cada palavra inteira
Que profere, raspa uma lasca de pele.
E assim fica até que dela só reste o nada
E a sujeira no chão para os
Faxineiros limparem.
Mais nada.
O homem atrás do bigode
Nasceu com os olhos voltados para dentro de si.
Perguntaram-no, então
Animados
O que o homem podia ver com tamanha dádiva.
Respondeu-lhes o homem com um sorriso:
- Nada.
Era escuro dentro do homem.

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