Friday, June 01, 2007

Veja a estaticidade daquele morro,
E a forma como as árvores nele se dispõe.
E diga o que isso te dá.

Quisera eu escrever o que me faria sentir o apocalipse
Ao derramar sua redenção gélida por sobre a forma atual das coisas.

Dizia o filósofo que na natureza
Nada se perde ou se cria:
Apenas se transforma a matéria que está.
E com ela as almas?

Contemplar a beleza quase sexual de tudo o que está parado,
Constatar a sabedoria do que é, apenas.
E com isso indagar sobre a passagem do tempo e sobre o infinito que está dentro do meu quarto.

De que serve isso?

Aquilo que enxergamos e que é inexprimível,
Existe?

A energia que nos coesiona a todos, seres vivos ou inorgânicos,
Existe?

A falta do sentir,
Existe?

E o final de um poema sem fim?

2 Comments:

Blogger Henrique said...

Sou o henrique lá da uff estacionando aqui no teu blog.
Gostei muito dos poemas.
Passarei sempre por aqui!

11:28 AM  
Blogger Bárbara Araújo Machado. said...

Oh, você tem um blog =O

Linkadum (ugh) est.

2:16 PM  

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