O que terei eu de fazer?
Vicente cambaleava pelas ruas, naquele carnaval específico. com músicas a adentrarem-lhe o peito, sem saber exatamente onde estava. Niilista. falava coisas sem sentido por aí. A única coisa da qual realmente precisava era de um enredo. Um enredo para suas histórias fugazes, um enredo para dar sentido a seus dias.
Bandeira branca, amor...
Bandeira branca, amor...
andava pelo centro da cidade prestando atenção aos olhares, e seu enredo longe de aparecer. antes de estar prestes a necessitar de uma concretude factual, apareciam-lhe milhares, dezenas de histórias encadeadas, perfeitas...mas...defronte da hora precisa...até suas palavras ficavam iguais.
queria apenas resolver o mundo como a uma equação.
mas dali em diante, resolvida a equação, o que faria?
não pensava sobre isso, o vicente.
andava pela avenida rio branco, pessoas fantasiadas. mais um carnaval.
bandeira branca...bandeira branca...marchinhas bulinavam seus ouvidos...
não sabia como terminar...percebam que nem eu sei...
entendam que, como ele, eu também estou aqui. sem enredo e sem saber como terminar a minha história. porque o vicente não existe. e eu não me dei ao trabalho de pesquisar sobre sua identidade, seus costumes ou suas caracteristicas fisicas.
vicente: somente um nome sem rosto.
vicente flácido...descontínuo e igual aos outros textos que podem ser encontrados nesta página.
vicente declamando o mesmo sentimento, que já não dói mais, mas que apenas está...não mais cheio de significado, só, em estado de latência...
como o espaço entre aqueles que esperam na fila da receita federal. talvez...talvez não: certamente vazio.
ainda não há ensinamentos. ainda não há moral...ainda nada. queria apenas ter enredo. mas é difícil. mais difícil que bostejar palavras elucidativas do caos filosófico-deprimente que tem habitado meus dias.
se eu fosse funcionaria pública talvez virasse o nelson rodrigues, ou o fernando pessoa. mas não.
queria apenas um enredo; apenas uma coisa cheia de sentido..preenchida por todos os lados de gozo, de conforto, de saúde. apenas...uma dessas coisas que duram mais de um segundo...que duram mais do que o caos pode proporcionar.
o vazio real é aquele cheio de possibilidades homogeneas, ou é essa minha falta de enredo?
yeah, man...
daqui a quarenta anos, talvez...
Vicente cambaleava pelas ruas, naquele carnaval específico. com músicas a adentrarem-lhe o peito, sem saber exatamente onde estava. Niilista. falava coisas sem sentido por aí. A única coisa da qual realmente precisava era de um enredo. Um enredo para suas histórias fugazes, um enredo para dar sentido a seus dias.
Bandeira branca, amor...
Bandeira branca, amor...
andava pelo centro da cidade prestando atenção aos olhares, e seu enredo longe de aparecer. antes de estar prestes a necessitar de uma concretude factual, apareciam-lhe milhares, dezenas de histórias encadeadas, perfeitas...mas...defronte da hora precisa...até suas palavras ficavam iguais.
queria apenas resolver o mundo como a uma equação.
mas dali em diante, resolvida a equação, o que faria?
não pensava sobre isso, o vicente.
andava pela avenida rio branco, pessoas fantasiadas. mais um carnaval.
bandeira branca...bandeira branca...marchinhas bulinavam seus ouvidos...
não sabia como terminar...percebam que nem eu sei...
entendam que, como ele, eu também estou aqui. sem enredo e sem saber como terminar a minha história. porque o vicente não existe. e eu não me dei ao trabalho de pesquisar sobre sua identidade, seus costumes ou suas caracteristicas fisicas.
vicente: somente um nome sem rosto.
vicente flácido...descontínuo e igual aos outros textos que podem ser encontrados nesta página.
vicente declamando o mesmo sentimento, que já não dói mais, mas que apenas está...não mais cheio de significado, só, em estado de latência...
como o espaço entre aqueles que esperam na fila da receita federal. talvez...talvez não: certamente vazio.
ainda não há ensinamentos. ainda não há moral...ainda nada. queria apenas ter enredo. mas é difícil. mais difícil que bostejar palavras elucidativas do caos filosófico-deprimente que tem habitado meus dias.
se eu fosse funcionaria pública talvez virasse o nelson rodrigues, ou o fernando pessoa. mas não.
queria apenas um enredo; apenas uma coisa cheia de sentido..preenchida por todos os lados de gozo, de conforto, de saúde. apenas...uma dessas coisas que duram mais de um segundo...que duram mais do que o caos pode proporcionar.
o vazio real é aquele cheio de possibilidades homogeneas, ou é essa minha falta de enredo?
yeah, man...
daqui a quarenta anos, talvez...

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